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QR Code nas Faturas: obrigatório em 2026?

Tudo sobre o QR code nas faturas de restaurante: o que a AT exige, como cumprir sem erros e como usar o mesmo QR para menu e pagamento.

QR Code nas Faturas: obrigatório em 2026?

Actualizado em outubro de 2026.

Se tens um restaurante em Portugal, já viste o QR code nas faturas ao fundo do talão. Mas o que faz, o que tem de cumprir e como podes tirar partido dele para vender mais?

Este guia explica em linguagem clara o que a Autoridade Tributária (AT) exige em 2026, o que muda se incumprires, e como o mesmo formato QR pode também digitalizar a experiência dos teus clientes à mesa.

Resposta directa: O QR code nas faturas é obrigatório em Portugal desde janeiro de 2022 e codifica os dados fiscais do documento (NIF, valor, IVA, ATCUD, hash) num único quadrado legível. Permite à AT validar a fatura instantaneamente e ao cliente arquivá-la digitalmente.

Índice

É mesmo obrigatório? 🇵🇹

Sim. A obrigatoriedade do QR code nas faturas entrou em vigor a 1 de janeiro de 2022 (Portaria 195/2020) e mantém-se em 2026 para qualquer sujeito passivo de IVA em Portugal, incluindo:

  • Restaurantes, cafés e pastelarias.
  • Bares, discotecas e snack-bares.
  • Takeaway e delivery.
  • Hotéis, alojamentos e qualquer estabelecimento que emita faturas, faturas simplificadas ou recibos.

O QR junta-se ao ATCUD (Código Único de Documento) e à comunicação de séries à AT como pilares do sistema fiscal digital português.

Como funciona na prática

O QR code da fatura segue a especificação técnica oficial da AT e contém campos fixos:

  1. NIF do emitente (do teu restaurante).
  2. País e NIF do adquirente (se for fatura com NIF).
  3. Tipo, série e número do documento.
  4. Data, totais, IVA por taxa.
  5. ATCUD e hash de assinatura.
O que a fatura mostra e o que o QR code transportaÀ esquerda, um talão. As linhas do corpo do documento ficam sem etiqueta, porque o artigo não diz o que lá vai. O artigo só situa três coisas: o ATCUD impresso por extenso, o QR code ao fundo do talão e o número de certificação da Autoridade Tributária no rodapé. À direita, os cinco campos que o próprio QR code transporta: NIF do emitente, NIF do adquirente, tipo, série e número do documento, data, totais e IVA por taxa, e ainda o ATCUD e o hash de assinatura.Na fatura e dentro do QRFaturaATCUD por extensoCertificação ATO QR transportaNIF do emitenteNIF do adquirenteTipo, série, númeroData, totais e IVAATCUD e hashO QR fica ao fundo do talão.
O artigo só situa o ATCUD, o QR e a certificação AT. O corpo do documento fica sem etiquetas porque o artigo não o descreve.

Quando a Inspecção Tributária ou o cliente lê o QR, vê esses dados em segundos. Para o teu restaurante, significa que o software de faturação tem de gerar o QR automaticamente em cada documento emitido. Não é opcional, nem editável manualmente.

Como o QR code chega da caixa ao telemóvelQuatro passos em cadeia. O software de facturação certificado emite o documento. O QR code é gerado automaticamente em cada documento emitido. Sai impresso ao fundo do talão. A Inspecção Tributária ou o cliente lê o código e vê os dados fiscais em segundos. O passo do meio não é opcional nem editável manualmente.Da caixa ao telemóvel1Software certificadoEmite o documento2QR gerado automaticamenteEm cada documento emitido3Impresso no talãoAo fundo do documento4AT ou cliente lêVê os dados em segundosNão é opcional, nem editável.
O software gera o código, o talão transporta-o, a AT e o cliente lêem-no.

Que software cumpre as regras

Qualquer software de faturação certificado pela AT (com número de certificação) já gera QR code e ATCUD. Em Portugal, as soluções mais comuns na restauração incluem opções clássicas de POS (Vendus, Zone Soft, XD, WinRest, Sage). A Bitte digitaliza menu, pedidos e pagamentos ao lado desse programa, sem emitir faturas certificadas.

Compara-as a fundo em Alternativas a Vendus, Zone Soft, XD e WinRest.

Importante: software não-certificado, mesmo que pareça gerar o QR, está em incumprimento e expõe-te a coimas até 18.750€ por violação fiscal.

Vantagens para o teu restaurante

Além da obrigatoriedade legal, o QR code traz benefícios práticos.

1. Validação imediata por clientes empresariais

Clientes que pedem fatura com NIF para despesas ou IRS conseguem validar o documento na hora, sem chamar o contabilista.

2. Menos discussões na mesa

Com tudo codificado, desaparecem dúvidas sobre valor, IVA ou data. O QR é a fonte da verdade.

3. Arquivo digital sem esforço

O cliente fotografa o talão, fica com a fatura digitalizada e pode submetê-la ao e-Fatura. O teu restaurante reduz reclamações de "perdi a fatura".

4. Sinal de profissionalismo

Em 2026, ainda há casas que emitem talões sem QR. Estar em conformidade transmite seriedade, sobretudo a turistas e clientes corporate.

Checklist de conformidade ✅

Confere ponto a ponto na próxima fatura que emitires:

O que confirmarO que tem de estar lá
SoftwareNúmero de certificação AT visível no rodapé
Faturas e recibosQR code legível, não desbotado
Conteúdo do QRNIF, totais, IVA, ATCUD e hash
Cada documentoATCUD impresso por extenso
Séries de facturaçãoComunicadas à AT antes do uso
Comunicação à ATMensal das faturas, ou exportação de SAF-T
ArquivoBackup dos ficheiros SAF-T dos últimos 10 anos

Problemas comuns e como resolver

ProblemaCausa habitualSolução
O QR code não é lido pelo telemóvelImpressora térmica gasta, papel de baixa qualidade ou densidade de impressão demasiado baixaTroca o papel térmico, sobe a densidade de impressão nas definições e limpa a cabeça térmica com álcool isopropílico
Software antigo sem QRVersão desatualizada ou sistema não certificadoActualiza ou migra para software certificado. Não há margem para improviso aqui
Dados do QR incorrectosConfiguração inicial errada: NIF do estabelecimento, taxas de IVA ou série mal definidasRevê a configuração fiscal com o contabilista e emite uma fatura de teste antes do próximo serviço

Já tens QR code nas faturas. O próximo passo lógico é levar o mesmo conceito à mesa: um menu digital com QR code.

  • O cliente senta-se, lê o QR e vê o menu no telemóvel.
  • Tradução automática em vários idiomas, essencial para turistas em Lisboa, Porto e Algarve.
  • Actualizas preços e esgotados em segundos.
  • Cliente pode pedir e pagar pelo telemóvel, com split payment.
Separador Códigos QR na Gestão do Menu, com um QR code para Dine-in e o link permanente do menu ao lado, e abaixo o QR de Takeaway
Os QR codes do menu são gerados por canal de serviço, cada um com o seu link permanente.

A Bitte é a plataforma portuguesa que faz isto, num único fluxo de menu e pagamento. A faturação certificada continua no teu programa.

Perguntas Frequentes

Desde quando é obrigatório o QR code nas faturas em Portugal?

Desde 1 de janeiro de 2022, ao abrigo da Portaria 195/2020. A obrigação aplica-se a todos os sujeitos passivos de IVA, sem excepção para a restauração.

O QR code é o mesmo que o ATCUD?

Não. O ATCUD é um código alfanumérico único do documento. O QR é uma representação gráfica que inclui o ATCUD e mais informação fiscal (NIF, totais, IVA, hash). Ambos têm de estar visíveis na fatura.

O que arrisco se as minhas faturas não tiverem QR?

Coimas entre 250€ e 18.750€ por falta dos elementos obrigatórios da fatura (artigo 123.º do RGIT), além da impossibilidade do cliente comunicar a despesa no e-Fatura.

Posso emitir faturas a partir do telemóvel com QR code?

Sim, desde que o software seja certificado pela AT. A Bitte não emite faturas certificadas, por isso o QR code da fatura vem sempre do teu programa certificado.

Sou nano-negócio sem POS. Preciso mesmo de software com QR?

Se faturas mais de 13.500€/ano e emites recibos, sim. Abaixo desse limite há flexibilidade, mas qualquer fatura emitida tem de cumprir as regras.

Recursos oficiais

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Fontes oficiais

  • AHRESP: Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.
  • Turismo de Portugal: estatísticas oficiais do sector.
  • INE: dados de consumo e restauração.

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